quinta-feira, 26 de junho de 2014

O que fica


A sensação de alívio deu lugar ao vazio. Não existo sozinha há muito tempo, demasiado. Esqueci-me do que era ser sozinha. O que eu não sabia é que não sei não o ter, e que não o ter me seria tão estranho. E estranho é voltar para uma casa desprovida de sentimento, entro e só estou eu. Não há abraço, não há beijos, não há “como foi o teu dia”, ou o “jantar está quase”. Há vazio e silêncio, e coisas que não são minhas espalhadas por todos os cantos. Coisas que me lembram que aquela casa foi pensada a dois, e para dois e depois três.
E sei porque sei, porque 2+2 é 4, que há uma probabilidade infinita de não voltar a ser amada daquele jeito desajeitado. Não sei se caberá em mim novamente amor tão grande no peito, também. E não, não é coisa de pessoa que se largou há pouco tempo. Mas de alguém descrente. Não nos outros, mas em mim. 


Obrigada por todas as palavras de carinho que foram aqui deixadas

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Corrijam-me se estiver errada

Não é que já esteja a pensar no assunto, MAS serei a rapariga/mulher  que comprou casa aos 24, que deixou o noivo aos 25, a dois meses da boda. Isto é o tipo de coisas que intimida os homens não é? Mulher independente e decidida? Que não só diz como faz?
Ai mãeeeeee

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Só eu sei

O tormento que foi chegar aqui. Só eu sei. Então não olhem para mim como se fosse doida varrida.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não há título possivel

Quer dizer, até há, mas soa tudo tão mal que não ter me parece melhor. Afinal como entitular um post que dá conta do fim de um noivado, de um casamento que aconteceria num par de meses.
Esta foi possivelmente a decisão mais dificil que alguma vez tomei. A decisão que mais me doeu, que mais sofri para tomar.
Não importam as razões, não são para aqui chamadas, mas o alívio... O alívio que senti depois do "não quero casar contigo". Caramba, não fazia ideia de que se tinha tornado um sofoco tão grande. E fomos tão felizes. Mas como eu digo, sempre disse, o amor só não chega. Há tantas outras coisas.
E aprendi tanto com esta decisão tão difícil, sobre a vida e sobre mim. Que lição mais dificil vida! Não era para tanto.

Só queria ter percebido mais cedo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O grande caos

A minha casa parece ter sido assaltada. Há roupa e sapatos em todas as divisões da casa. Em cima da minha cama está um garrafão quase vazio entre roupas e sacos. Durante as férias perdi o passe como é sabido, posto isso a pessoa desloca-se para o  trabalho de carro nos últimos tempos. Nos últimos tempos deixei de saber da minha chave do carro (lol?) e recorri à suplente. Hoje quando pensei em sair de casa não encontrava a chave do carro (suplente). Insultei-me como de costume. Remexi nas coisas já desarrumadas que ficaram ainda com pior ar. Achei que o melhor seria procurar as chaves que perdi primeiro, porque deviam estar numa mala. Não estavam. Desisti, e voltei a procurar as suplentes. Achei-as depois de 10 minutos de muito desespero, que quem atravessa a ponte de manhãzinha sabe que não dá para grandes atrasos. 
O homem não está e é suposto que não apareça até à próxima semana, tenho muito medo que ele apareça de repente e presencie o caos que está a nossa casa. Pior que ele aparecer seria ter a visita da minha mãe, parece que a estou a ver olhar para mim depois da cena observada.




terça-feira, 22 de abril de 2014

Os sapatos da noiva

Espero que este tenha sido o item mais sofrido de todo o casamento. Os meus sapatos fizeram rebentar a III Guerra Mundial lá por casa, foram o mote para o descurso "não te interessas por nada","obriguei-te a casar?" e outros lá lá lás menos felizes. A coisa está tensa!!!