quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não há sorrisos

Ansiei o dia de hoje durante um ano e meio, prepararei-o durante quase um ano e quatro meses. Mas hoje não há vestido, não há cabelos, nem maquilhagem. Não há amigas eufóricas, sorrisos, família reunida, nem nós.
Está um dia lindo, de sol e calor como sempre imaginei. E não há casamento, não há festa, não há sorrisos.
Hoje sou invadida por uma tristeza imensa. Um sonho que não se concretizou. É uma dor inmensurável, apesar das lágrimas.

12, Julho de 2014


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Das coisas que se aprendem nos livros

Folheei durante uma semana "Armadilhas da Mente", obra de Augusto Cury, Psiquiatra e Psicoterapeuta de profissão, que teoriza muito nos seus livros. Cury descorre muito sobre as várias teorias da Filosofia e as bases da Psicologia. Acho interessante, sobretudo porque tenho muito gosto por essa área, mas não é o meu género de literatura.
Sou no entanto, grata pelo que tenta transmitir ao longo da obra, cheguei sinceramente ao fim com uma espécie de nó na garganta. Enquanto lia sentia-me um pouco como a protagonista, não pela sua inteligência, mas pela sua prisão mental.
O livro termina com o perdão de um personagem que pelo meio da trama comete um erro grave, comprometendo o grande amor da sua vida.  

Apesar de ficção, fiquei estarrecida com a capacidade da protagonista em dar a volta por cima. Até porque essa reviravolta faz sentido por tudo é que vivido ao longo da obra. E faz sentido por tudo o que Cury tenta transmitir através destas personagens.



"Quem cobra muito de si e dos outros jamais será feliz" 



terça-feira, 8 de julho de 2014

A fada do lar

Que não habita em mim... Tenho a mania que sou desenrascada com as lides domésticas, mas ignoro muitos pormenores. O último foi colocar uma camisola (de pijama, calma!!!) CHEIA de brilhantes a lavar na máquina com outra roupa. Nem preciso dizer muito mais, não é? Pois que ganhei uma casa brilhante, não há canto onde esses filhos da p*** não se tenham enfiado. Tenho toda a roupa contaminada, e a bem dizer nem sei o que lhes faça...porque espantem-se, também a máquina de lavar está toda brilhosa.


domingo, 29 de junho de 2014

Espelho meu espelho meu

Passei à porta de um café onde estava uma senhora que esperava outra, quando essa outra saiu a que a esperava disse-lhe "não gosto nada desse café cheira sempre a aftalina". Ela queria dizer naftalina, e eu que acabava de passar por ela senti o cheiro a naftalina nela. Naquelas roupas pretas desbotadas, que a cobriam dos pés à cabeça

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quem não sabe é como quem não vê

Fatura da água 40,40€?? What? Então mas tenho pago sempre abaixo dos 10 e 5€. Logo agora que sou só eu, de vez em quando o ex-noivo aparece, mas não é para tanto. A não ser que o bixo passe o dia de torneiras abertas enquanto eu não estou em casa.

Ohhhhhh mãe a minha conta da água este mês foram 40,40€, é normal????

E a querida progenitora diz que não, não é normal, e para eu ver disso. Mas eu não percebo nada da fatura, consumo real, estimativa, resíduos, tarifa variável, tarifa fixa. Raios... 'Tá bem, eu depois ligo para lá..,.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O que fica


A sensação de alívio deu lugar ao vazio. Não existo sozinha há muito tempo, demasiado. Esqueci-me do que era ser sozinha. O que eu não sabia é que não sei não o ter, e que não o ter me seria tão estranho. E estranho é voltar para uma casa desprovida de sentimento, entro e só estou eu. Não há abraço, não há beijos, não há “como foi o teu dia”, ou o “jantar está quase”. Há vazio e silêncio, e coisas que não são minhas espalhadas por todos os cantos. Coisas que me lembram que aquela casa foi pensada a dois, e para dois e depois três.
E sei porque sei, porque 2+2 é 4, que há uma probabilidade infinita de não voltar a ser amada daquele jeito desajeitado. Não sei se caberá em mim novamente amor tão grande no peito, também. E não, não é coisa de pessoa que se largou há pouco tempo. Mas de alguém descrente. Não nos outros, mas em mim. 


Obrigada por todas as palavras de carinho que foram aqui deixadas

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Corrijam-me se estiver errada

Não é que já esteja a pensar no assunto, MAS serei a rapariga/mulher  que comprou casa aos 24, que deixou o noivo aos 25, a dois meses da boda. Isto é o tipo de coisas que intimida os homens não é? Mulher independente e decidida? Que não só diz como faz?
Ai mãeeeeee