segunda-feira, 8 de setembro de 2014

2014 a provação

2014 já vai longo. Tem sido provavelmente, o pior ano de que há memória. Até o "Verão" me quis dar uma lição.
2014 começou cheio de promessas. Muitos planos. Um futuro diferente para todo o sempre. Até no trabalho houve lugar para mudanças, com um convite para uma nova função, por sinal melhor remunerada.
E depois...bom depois deu tudo para o torto, e fiquei na merda.
Há dias que gostaria muito de poder não sair da cama. Manter-me enroladinha, como se fosse um bicho da conta, e fazer de conta que vai passar. O tempo cura tudo. Tenho um eco destas palavras na minha cabeça. Raios! Que sabem vocês, que eu não sei?
Mágoa.
E bom, não queria vir para aqui dizer que a minha vida é uma merda, e que estou a passar pela pior fase de todo o sempre. Entendam apenas, que por muitos planos que tenhamos e façamos há uma imprevisibilidade na vida que nos arrebata. Nos deixa no chão. Cabe-nos a nós encontrar as forças para ultrapassar essas situações menos glamurosas. Com ou sem lamúrias a vida continua, e para haver momentos muito felizes, tem de haver outros fundo do poço.

I'm okay!


P.S: apesar da ausência prolongada quero muito deixar um beijinho de agradecimento a todas vocês que deixaram, mesmo sem me conhecer palavras de afeto e carinho. Não sabem sequer se sou merecedora. O meu muito obrigada carissímas. Deus abençoe.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Môrri dji ri

Não é pessoa por quem tenha especial apreço. É giro, tem tudo no sítio sim senhor (acho eu, AHAHA?). Pronto. Não gostei quando em comentando o seu blog long time ago, vi o meu comentário ser recusado por não ser bajulador como os restantes. Fiquei fodjidaaaaa. Mas como what goes around comes around, depois desta piquena pérola chegou a devida resposta.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não há sorrisos

Ansiei o dia de hoje durante um ano e meio, prepararei-o durante quase um ano e quatro meses. Mas hoje não há vestido, não há cabelos, nem maquilhagem. Não há amigas eufóricas, sorrisos, família reunida, nem nós.
Está um dia lindo, de sol e calor como sempre imaginei. E não há casamento, não há festa, não há sorrisos.
Hoje sou invadida por uma tristeza imensa. Um sonho que não se concretizou. É uma dor inmensurável, apesar das lágrimas.

12, Julho de 2014


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Das coisas que se aprendem nos livros

Folheei durante uma semana "Armadilhas da Mente", obra de Augusto Cury, Psiquiatra e Psicoterapeuta de profissão, que teoriza muito nos seus livros. Cury descorre muito sobre as várias teorias da Filosofia e as bases da Psicologia. Acho interessante, sobretudo porque tenho muito gosto por essa área, mas não é o meu género de literatura.
Sou no entanto, grata pelo que tenta transmitir ao longo da obra, cheguei sinceramente ao fim com uma espécie de nó na garganta. Enquanto lia sentia-me um pouco como a protagonista, não pela sua inteligência, mas pela sua prisão mental.
O livro termina com o perdão de um personagem que pelo meio da trama comete um erro grave, comprometendo o grande amor da sua vida.  

Apesar de ficção, fiquei estarrecida com a capacidade da protagonista em dar a volta por cima. Até porque essa reviravolta faz sentido por tudo é que vivido ao longo da obra. E faz sentido por tudo o que Cury tenta transmitir através destas personagens.



"Quem cobra muito de si e dos outros jamais será feliz" 



terça-feira, 8 de julho de 2014

A fada do lar

Que não habita em mim... Tenho a mania que sou desenrascada com as lides domésticas, mas ignoro muitos pormenores. O último foi colocar uma camisola (de pijama, calma!!!) CHEIA de brilhantes a lavar na máquina com outra roupa. Nem preciso dizer muito mais, não é? Pois que ganhei uma casa brilhante, não há canto onde esses filhos da p*** não se tenham enfiado. Tenho toda a roupa contaminada, e a bem dizer nem sei o que lhes faça...porque espantem-se, também a máquina de lavar está toda brilhosa.


domingo, 29 de junho de 2014

Espelho meu espelho meu

Passei à porta de um café onde estava uma senhora que esperava outra, quando essa outra saiu a que a esperava disse-lhe "não gosto nada desse café cheira sempre a aftalina". Ela queria dizer naftalina, e eu que acabava de passar por ela senti o cheiro a naftalina nela. Naquelas roupas pretas desbotadas, que a cobriam dos pés à cabeça

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quem não sabe é como quem não vê

Fatura da água 40,40€?? What? Então mas tenho pago sempre abaixo dos 10 e 5€. Logo agora que sou só eu, de vez em quando o ex-noivo aparece, mas não é para tanto. A não ser que o bixo passe o dia de torneiras abertas enquanto eu não estou em casa.

Ohhhhhh mãe a minha conta da água este mês foram 40,40€, é normal????

E a querida progenitora diz que não, não é normal, e para eu ver disso. Mas eu não percebo nada da fatura, consumo real, estimativa, resíduos, tarifa variável, tarifa fixa. Raios... 'Tá bem, eu depois ligo para lá..,.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O que fica


A sensação de alívio deu lugar ao vazio. Não existo sozinha há muito tempo, demasiado. Esqueci-me do que era ser sozinha. O que eu não sabia é que não sei não o ter, e que não o ter me seria tão estranho. E estranho é voltar para uma casa desprovida de sentimento, entro e só estou eu. Não há abraço, não há beijos, não há “como foi o teu dia”, ou o “jantar está quase”. Há vazio e silêncio, e coisas que não são minhas espalhadas por todos os cantos. Coisas que me lembram que aquela casa foi pensada a dois, e para dois e depois três.
E sei porque sei, porque 2+2 é 4, que há uma probabilidade infinita de não voltar a ser amada daquele jeito desajeitado. Não sei se caberá em mim novamente amor tão grande no peito, também. E não, não é coisa de pessoa que se largou há pouco tempo. Mas de alguém descrente. Não nos outros, mas em mim. 


Obrigada por todas as palavras de carinho que foram aqui deixadas

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Corrijam-me se estiver errada

Não é que já esteja a pensar no assunto, MAS serei a rapariga/mulher  que comprou casa aos 24, que deixou o noivo aos 25, a dois meses da boda. Isto é o tipo de coisas que intimida os homens não é? Mulher independente e decidida? Que não só diz como faz?
Ai mãeeeeee

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Só eu sei

O tormento que foi chegar aqui. Só eu sei. Então não olhem para mim como se fosse doida varrida.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não há título possivel

Quer dizer, até há, mas soa tudo tão mal que não ter me parece melhor. Afinal como entitular um post que dá conta do fim de um noivado, de um casamento que aconteceria num par de meses.
Esta foi possivelmente a decisão mais dificil que alguma vez tomei. A decisão que mais me doeu, que mais sofri para tomar.
Não importam as razões, não são para aqui chamadas, mas o alívio... O alívio que senti depois do "não quero casar contigo". Caramba, não fazia ideia de que se tinha tornado um sofoco tão grande. E fomos tão felizes. Mas como eu digo, sempre disse, o amor só não chega. Há tantas outras coisas.
E aprendi tanto com esta decisão tão difícil, sobre a vida e sobre mim. Que lição mais dificil vida! Não era para tanto.

Só queria ter percebido mais cedo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O grande caos

A minha casa parece ter sido assaltada. Há roupa e sapatos em todas as divisões da casa. Em cima da minha cama está um garrafão quase vazio entre roupas e sacos. Durante as férias perdi o passe como é sabido, posto isso a pessoa desloca-se para o  trabalho de carro nos últimos tempos. Nos últimos tempos deixei de saber da minha chave do carro (lol?) e recorri à suplente. Hoje quando pensei em sair de casa não encontrava a chave do carro (suplente). Insultei-me como de costume. Remexi nas coisas já desarrumadas que ficaram ainda com pior ar. Achei que o melhor seria procurar as chaves que perdi primeiro, porque deviam estar numa mala. Não estavam. Desisti, e voltei a procurar as suplentes. Achei-as depois de 10 minutos de muito desespero, que quem atravessa a ponte de manhãzinha sabe que não dá para grandes atrasos. 
O homem não está e é suposto que não apareça até à próxima semana, tenho muito medo que ele apareça de repente e presencie o caos que está a nossa casa. Pior que ele aparecer seria ter a visita da minha mãe, parece que a estou a ver olhar para mim depois da cena observada.




terça-feira, 22 de abril de 2014

Os sapatos da noiva

Espero que este tenha sido o item mais sofrido de todo o casamento. Os meus sapatos fizeram rebentar a III Guerra Mundial lá por casa, foram o mote para o descurso "não te interessas por nada","obriguei-te a casar?" e outros lá lá lás menos felizes. A coisa está tensa!!!



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Banho de alma

Cheguei a casa e enchi a banheira, despi-me, e mergulhei pensamentos. Fiquei estendida debaixo de água por mais de uma hora, tive a ingénua ideia de poder lá deixar os problemas. Evadi-me por largos minutos, fechei os olhos e tive vontade de chorar.
Quando achei que bastava levantei-me para me passar pelo chuveiro e senti-me pesada. Afinal tudo o que levei para o banho regressou comigo. Enquanto não me desfizer em palavras brutas, mas cheias de verdade assim continuarei, eu sei. 


terça-feira, 15 de abril de 2014

Será muito tarde para desistir?

Da quinta entenda-se. Escolhi- a há séculos!, e agora estou a pensar que não era bem aquilo que queria... Na altura adorámos o sítio (e continuo a gostar), a pessoa que a gere foi bastante disponível (o que nos cativou logo de inicio), mas agora que estou na fase de escolher a decoração sinto-me um bocado perdida, e a pensar que não tem as opções que me fariam feliz. Assim de repente penso em mesas de vidro, sabem? É só do que se vê por essa Internet afora. Pratos menos enfadonhos que os brancos.... Será que me parou o cérebro? 
Lá terei que me desenvencilhar com o que há, e de carregar com a melhor amiga, porque está visto que o noivo não quer saber dos preparativos. Diz que o que eu escolher está bom, é como eu quiser, eu decido. Pensa ele que assim não compra guerras, mas compra uma ainda maior.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Nervoso miudinho

A três meses de dizer o sim digo ao meu futuro marido que nunca fui tão infeliz com ele como desde que nos decidimos casar. Digam-me pessoas casadas, e nubentes, isto é o famoso nervoso miudinho?

domingo, 13 de abril de 2014

Sinto-me definhar

Por cada 15 minutos que passo de pé de frente para a tábua, e de ferro na mão a tirar as rugas à roupa perco uma hora de vida. A sério!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A vergonha no talho

Era uma vez uma menina mulher que foi fazer o avio ao talho. Olhou expectante para a vitrina de carnes brilhantes, e pensou no que havia de comprar. "Olha coelho!" pensou a menina, não era mau para variar um pouco. "Quero um coelho!" diz em voz alta sem medo. "Corto como?" pergunta o talhante. Com essa é que ele a tramou. Sabia lá ela, o da mãe era aos pedaços, a medo disse que deixasse ir inteiro, que depois logo via "tire só a cabeça". Mas aquilo ficou a remoer na cabeça da menina mulher, que soltou a tímida pergunta "sabes como é que a minha mãe costuma cortar?". O talhante não se riu mas vontade não lhe faltou.
Para facilitar a coisa pediu dois bifes, mas não tardou o enigma "queres da alcatra ou da vazia?". "A sério?" pensou. "Quero um bife caraças"- disse para ela. "Olha o que a minha mãe levar"- soltou mais alto.
A coisa não estava a correr muito bem. A tarefa aparentemente simples fê-la recordar que é nova nestas andanças.
"Quero umas salsichas frescas", "de porco, ou perú?"- retorquiu o talhante. Ah, mas desta vez ele não levava a melhor, sabia que queria de perú. As últimas que a mãe fez de porco estavam um bocado gordas. Seguiu-se uma carninha de vaca picada, nada de mais, apesar do "queres que misture? queres com chouriço?". Queriam-na baralhar e rir-se da menina mulher, estava visto. Mas ela não se deixou ficar até ao "que quantidade queres?". "Damn it!!"- exclamou baixinho. "Olha quero o suficiente para dois, é só para mim e para ele. Vê lá tu...."- e disfarçou o embaraço, começava a safar-se melhor. 
Entre codornizes, frango, e bife de pirúmmmm lá terminou as suas compras com os sovacos mais transpirados do que quando começou.




*Esta é uma história da vida real, que podia ser um conto da Disney, já que também tem a sua moral. Não deixes que a tua mãe faça tudo sozinha, e presta atenção ao que ela diz (acenar com a cabeça, e hmmm hmmm não conta!).



Meu Deus

A pessoa ainda agora se ajuntou e já esconde as compras que faz do futuro marido AHAHAH